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28/06/2020
09/06/2019
A CASA III E O TERCEIRO MANDAMENTO
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| Imagem da revista Rays from the Rose Cross,out. 1988 editada por Rosacruz e Devoção |
“Não pronunciarás o
nome do teu Deus em vão”.
Neste fabuloso mandamento encontramos a oportuna
advertência sobre o correto e sagrado emprego da faculdade da linguagem. A
terceira casa do horóscopo (assim como o signo correspondente Gêmeos),
determinam nossas habilidades no âmbito da aprendizagem e da comunicação. É um
setor fortemente influenciado pelo planeta Mercúrio (Hermes, na Grécia).
Na Mitologia encontramos narrativas curiosas sobre
essa sagaz e buliçosa divindade: diz-se que manejava a retórica com incrível
malabarismo, declinando, em inúmeros episódios, na falsidade, na demagogia, na
dissimulação e até no furto. Verifica-se, portanto, uma tendência quase
irresistível à profanação do Verbo Criador. Donde a necessidade de
permanecermos atentos à ética e à reverência pelo que é celestial. Logo,
devemos exercitar as seguintes proposições:
1.
O discernimento no
uso da linguagem
2.
Evitar o
desperdício de energia com tolices e frivolidades
3.
Alimentar o
intelecto com as Sagradas Escrituras, pois estas estabilizam e orientam nossas
funções mentais; harmonizam as vibrações planetárias da Lua, Mercúrio e Netuno.
4.
Lembrar que a
Palavra é Santa, sua vibração vem carregada de vigor e poder. Está intimamente
associada à Rosa Branca do símbolo Rosacruz (a força criadora direcionada pela
laringe).
5.
Refletir sobre mitos,
símbolos, parábolas e alegorias, pois estes falam diretamente à consciência; estabelecem elos arqueológicos com as verdades mais intimas da alma humana
(vale lembrar o valor da astrologia como ciência capaz de reunir arte, ciência
e religião).
6.
A matemática e a
música como linguagem espirituais são reveladoras das chaves do universo e da
harmonia entre as criaturas. Cultivemo-las.
7.
Manter a substância
mental em receptiva plasticidade, em estado fluídico de adaptabilidade que realça
a predisposição para aprender continuamente, evitando o endurecimento de
conceitos e juízos.
“A iniquidade não reside naquilo que entra pela
boca do homem, mas naquilo que dela sai”.
“Bem aventurados os humildes”.
Publicado no ECOS, março de 2004 da Fraternidade Rosacruz
Sede Central do Brasil
19/08/2018
Astrologia e Ensino (parte 2)
por Elman Bacher
Considerando ainda, o desenho em cruz, formado
pelos signos comuns, vemos que os aspectos de oposição têm suas raízes no
hemisfério inferior com Mercúrio em Gêmini e Mercúrio em Virgo. Um Mercúrio
degenerado comprometido pela consciência de níveis inferiores de
"praticabilidade", "conveniência pessoal", "fidelidade
à letra" e "avaliação superficial" deve elevar-se às
"copas", às ramagens dos extremos superiores, a fim de frutificar impessoalmente
e desfazer destinos. A "praticabilidade", a "conveniência
pessoal", a "fidelidade à letra", e "avaliação
superficial" são frases-chave pertencentes àqueles níveis de consciência
ainda carentes de impessoalidade. É o
caso de pessoas que na profissão de professor, exprimem Mercúrio irregenerado;
que se apoiam no interesse próprio e atendem ao "que melhor paga",
"ao cargo que mais prestígio proporciona" ao "que lhe dá mais
erudição", ao que o leva "à mais breve aposentadoria", à "maior
pensão", aos "ambientes agradáveis" e outras motivações
semelhantes, acima de quaisquer outras de sua tarefa de educador. Tais
motivações ocorrem a indivíduos que passam ainda por primitivos níveis de
consciência educativa, que devem ser regenerados pelos padrões de SERVIÇO-AMOR.
Até que este ponto não seja atingido, o verdadeiro professor não pode surgir.
Isto se aplica aos expositores de nossa fraternidade.
Astrologicamente, tudo o que foi anteriormente dito
neste artigo, pode ser assim expresso: "até que o interesse próprio não
tenha transcendido o ciclo inicial Mercúrio-Gêmini não encontra seu cumprimento
espiritualizante em Netuno-Piscis, através de Júpiter-Sagitário.
Uma vez que Júpiter, como símbolo do mestre, é
encontrado no hemisfério superior do círculo, chegamos à conclusão de que os
fatores íntimos, as determinantes altruístas egóicas, são as que, acima dos
fatores externos, identificam e motivam o verdadeiro expositor. Os problemas
que ele mais focaliza são os da alma. Ele sente veemente desejo de incutir-nos
outros, de levá-los a transcender o que podemos designar "qualidades
negativas de Júpiter", por exemplo: orgulho intelectual, que leva o
professor a fixar-se em níveis egoístas, motivado pelo sentimento de sentir-se
superior aos que ensina.
Todo aquele que sinceramente luta para superar essa
tendência, encontrará ajuda na compreensão de que jamais poderá ele ser
repositório de todo o conhecimento, de todos os aspectos do que particularmente
ensina. Ao contrário, ele é como um irmão mais velho daqueles a quem ensina e
somente na matéria que ensina. Deve reconhecer que apenas é um motivador, um
que procura suscitar o desenvolvimento de seus pupilos, servindo de "ponto
modulante", de transição dos níveis de inocência em que estão, para os
níveis em que se encontra o expositor. Nunca deve olvidar os tropeços que ele
próprio encontrou no caminho desse aprendizado, que é uma parte da experiência
que comunica.
Em outras palavras, o professor deve manter, em
relação à tarefa de ensinar, uma atitude fluídica, comunicativa, expansiva,
dinâmica, amorosa, serviçal, buscando sempre melhorar e ampliar seus
conhecimentos, numa constante renovação de experiências e aprimoramento, seu e
de seus pupilos. Desse modo ele vive e expressa as palavras-chave de Júpiter
regenerado, neutralizantes e preventivas da cristalização que lhe poderia provocar
o orgulho.
Outra expressão de Júpiter irregenerado, de vaidade
e mesquinhez, é o desejo de reconhecimento e de elogios. Nesse nível, o
professor procura continuamente sobressair se entre os colegas para compensar a
inveja que deles tenha. Recebe com prazer a adulação dos alunos e este logo se
apercebem de seu ponto fraco, perdendo-lhe o respeito natural. Fala sempre de
seu trabalho para assegurar-se da boa opinião dos outros. O centro desta falha
reside no desejo de fazer figura, de levar muito em conta a opinião dos outros
a seu respeito. Ora, tal ponto de vista leva em si mesma a semente de desintegração
da faculdade educativa, de vez que, a preocupação de concentrar em si mesmo os
méritos do trabalho, entrava, prejudica o fluxo de iluminação, de amor, que
deveria ser vertido para fora e para os demais. O propósito da tarefa educativa
não deve ser o autoengrandecimento senão a iluminação da consciência dos
alunos. O professor que conserva sua integridade como trabalhador consciente e
amoroso, é o que pode ser chamado “um mestre hígido e humilde”, porque respeita
e ama seu trabalho, cultiva sua habilidade para que sua tarefa cresça em proficiência,
é grato a todas as sugestões e acolhe-as de boa vontade, tirando-lhes o proveito
que podem dar. Sua atitude para com seus colegas é de sincera apreciação ao
trabalho incentivo aos esforços honestos e não o de competição, porque sabe que
cada um, segundo sua idiossincrasia, tem seu modo de receber as coisas e uma
contribuição original a fazer. Ajuda sempre que pode e está sempre disposto a
aprender dos demais. Em outras palavras, ele utiliza a palavra-chave jupteriana:
"melhoramento” e mantém, da mesma, a motivação espiritual e regenerada.
O verdadeiro mestre jamais exerce poder sobre seus
pupilos nem lhes limita a justa liberdade. Em verdade os alunos são suscetíveis
de influência por parte do professor, mas este deve estar alerta para essa
grande responsabilidade, de modo que seu exemplo, seu modo de pensar, de agir,
seus conceitos todos possam exprimir o melhor que ele tem e que ele desejaria a
seus alunos. Se a motivação da atividade do professor é amorosa, ele encontra
felicidade no progresso dos alunos. Com alegria acompanha o desabrochar das faculdades
deles e seu emergir de um nível inferior a um nível superior de consciência.
Seu. Impulso é sempre o de ajudá-los a crescer por dentro e de superar-se, e
não o de sujeitá-los, limitá-los meramente a seus próprios conceitos. O
resultado que ele pode obter, como mestre, é o de erguer seus pupilos da
condição em que se encontram, de modo que possam superá-lo e se tornarem
instrumentos de realização de um ainda mais construtivo trabalho futuro, como
seus sucessores. Deve despertar-lhes a devoção pelo serviço a humanidade, de
modo que pelo convívio cheguem a nutrir essa vivência comum e acender no altar interno os sírios de seus
altruísticos propósitos
O símbolo do caminho do mestre, em sua mais sutil
forma, espiritualizada, encontra- se no quarto quadrante da cruz de signos
comuns: (10ª, 11ª e 12ª casas, Capricórnio, Aquário e Peixes), isto é, o
roteiro que vai de Júpiter na nona casa, até Netuno na décima segunda. Em esfera mais ampla, esse é
também, o padrão de experiência do Irmão Maior - o iluminador de Almas, a
radiação da Sabedoria, da Filosofia, das Artes; é o universal concentrado num
trabalho redentor. Em tal campo de cultivo das faculdades intelectivas, o aluno
deve ser compreendido pelo mestre e por este ajudado a transcender seus
limites, alargando-os constantemente. O professor deve levar o aluno a
identificar-se com seus princípios vitais, com seus valores espirituais e
aspirações e não com seus desejos e ambições e o mais eficaz meio de consegui-lo
é galvanizar-lhe o interesse por esse lado superior, através do contato com a
iluminada inteligência e espiritualizada consciência que lhe revele como mestre
ideal.
Mais um desenho: Áries
na cúspide da primeira casa, Léo na cúspide da quinta casa Sagitário na cúspide
da nona casa. Marte na primeira casa, Sol na quinta casa, Júpiter na nona casa.
Temos aí a Trindade dos signos
de fogo. Marte diz: "EU SOU" (manifestação do UM). O Sol diz: “EU SOU
o poder radiante do amor”. Júpiter diz: "EU SOU a radiação da sabedoria".
Esse desenho triangular figura a consciência
dinâmica, Júpiter, na qualidade de Mestre simboliza aqui a paternidade
espiritual: o pai a guiar o desenvolvimento e a iluminação do conhecimento evoluinte
de suas “crianças”. Em termos humanos, Júpiter é aqui visto representar as responsabilidades
espirituais da paternidade, a responsabilidade de todos os pais no provimento
espiritual e dos meios físicos daqueles que, por seu intermédio, reencarnaram.
Em níveis impessoais, Júpiter revela uma equivalente
paternidade espiritual, de todos os mestres em relação a seus alunos, que, em níveis
mentais ou na matéria particular que ensina são ainda como crianças. Os pais
podem ser os mestres, mas todo verdadeiro mestre comunica a seus pupilos sua
radiação de Poder-Amor, que torna mais completo o cumprimento de seu
SERVIÇO-ENSINAMENTO porque funde o coração e a mente numa equilibrada formação.
Traduzido de Estudos de
Astrologia, (O Astrólogo debate o Ensino), Elman Bacher pela
Fraternidade Rosacruz Sede
Central do Brasil e publicado na revista Serviço Rosacruz, janeiro, 1978
27/05/2018
Astrologia e Ensino (parte I)
por Elman Bacher (*)
Júpiter, regente abstrato da nona casa é símbolo
astrológico do mestre. Como o desenho facilita a compreensão de assuntos
abstratos como este, sugerimos que o leitor faça quatro desenhos, para melhor
fixação deste tema e principalmente se quiser expô-lo aos demais.
O primeiro desenho será um círculo com casas
numeradas. Coloque o símbolo de sagitário na nona casa. A observação deste
desenho nos leva a considerar, como ponto de partida, no hemisfério superior do
horóscopo a expressão da consciência anímica, do esquema da vida, a nona casa,
que é a expressão transcendente de sua polaridade inferior: a terceira casa.
Falar da nona casa, apenas, sem nos enraizarmos no
exame da terceira, cujo regente é Mercúrio, que rege também o signo terceiro, Gêmini,
seria “permanecermos no ar”. Adicionemos, portanto, em nosso desenho, o signo
de Gêmini na terceira cúspide e coloquemos o símbolo de Mercúrio na terceira
casa. Com este acréscimo assinalamos no hemisfério inferior um ponto que enfoca
e aponta o oposto e correspondente, no hemisfério superior. Este desenho
simboliza um “caminho da evolução, significando um aspecto da “consciência de
separatividade” (3ª casa) que ascende para a paz da consciência anímica ou
impessoal” (9ª casa).
A primeira casa, como temos dito em artigos
anteriores é o “EU SOU”, representa conhecimento consciente da
individualização, do SER. A segunda casa tem sua expressão identificadora na
frase “EU TENHO”; é uma identificação emocional com a vida, por meio da
consciência de conexão de POSSE. A terceira casa é a “ciência da vida”, pelo
exercício da faculdade intelectual fria, nada emocional. Marte é o regente da
primiera casa e Venus o da segunda. São expressões emocionais. Mercúrio,
abstrato regente da terceira casa é, mesmo nos níveis da primitividade, a
primeira expressão de percepção consciente do impessoal e do não emocional.
Mercúrio representa nossa capacidade de “identificação racional”, não
“emocional”. Por sua atividade damos nomes às coisas, tanto concretas como
abstratas,. Mercúrio nos capacita, igualmente, na identificação das coisas, em
termos de mensuração, qualidade e função. Por ele nos identificamos com a Vida,
com suas coisas concretas, formas de utilização e de comunicação.
Deste ponto de vista, Mercúrio (regente da Terceira
Casa do primeiro quadrante ou quadrante da absorção do círculo) é o símbolo do
ato completo da aprendizagem. Mercúrio é, ainda, a faculdade transmitir fatos
de uma mentalidade para outra, no recebimento de instrução ou de informações. É
a linguagem expressa, pela voz, pelo gesto, pela visualização, pelos símbolos e
pela escrita. É o relacionamento universal de todos entre si, dentro das
atividades mentais diversas. É o símbolo de todos os estudantes e, como tal,
esotericamente, a essência do todo relacionamento fraternal (por isso é Gêmini
representado por dois seres humanos - gêmeos identificados). Não estamos levando
em consideração afinidades exteriores, paralelos com cada um, fraternalmente,
porque todos nós somos aprendizes nas experiências da vida.
Outras ponderações acerca deste desenho nos
evidenciarão que todo ensino tem suas raízes no aprendizado. Maior facilidade,
neste campo, depende de mantermos alerta o interesse e a faculdade de aprender.
As correntes em polaridade (na consciência), entre
o hemisfério inferior e o superior, devem ser mantidas em estímulo, para o
florescimento das capacidades da metade superior; Não é possível a nossa
separação de qualquer parte do horóscopo; mesmo que possamos despender vinte
horas de cada dia na profissão de ensinar, jamais deveremos negligenciar o
aprendizado e deixar que se depauperem as faculdades mercurianas de aquisição
de novos conhecimentos.
O ato de aprender é uma ignição de ciência dos
fatos e de identificações. Pode ser considerado como uma inalação. Aquele que
real e fortemente seja impulsionado a servir, pelo ensino, manterá viva a
terceira casa. Em outras palavras, não haverá negligência de nenhuma
oportunidade para aprender sempre, para atualizar-se, para superar-se
continuamente. Esse processo de “absorção”, de aprimoramento, é indispensável
para prevenir eventual obstrução, cristalização da habilidade de ensinar. Neste
ponto nos deparamos com uma lição de sinceridade e de humildade: “Mestre é o
que está sempre aprendendo”.
Se Mercúrio é símbolo de absorção mental, Júpiter –
vital, radiante, dinâmico – é a abstração da “exalação”, é a transmissão do
conhecimento intelectual amplificada e enriquecida pela maturidade da
enriquecida pela maturidade da compreensão espiritual e dos aspectos mais
profundos do conhecimento. Nessa conexão devemos adicionar outro fator ao nosso
desenho inicial: o signo de Virgo na cúspide da sexta casa para completar os
dois braços da cruz que, no hemisfério inferior estão regidos por Mercúrio.
Aqui o símbolo do irmão estudante é expresso numa
forma prolongada, para apresentar a “fraternidade dos trabalhadores”. O
Trabalho espiritualmente considerado mais como labor físico é o serviço que
cada um pode prestar como contribuição o melhoramento da vida de seus
semelhantes.
Virgo, como signo de Terra, exprime dependência
prática: “eu trabalho para sustentar minha vida física e daqueles a quem amo”.
Essa atitude em relação à tarefa de ensinar (eu
aprendo alguma coisa útil para poder ganhar dinheiro) é representada pela
quadratura entre Gêmini e Virgo, que ameaça o desenvolvimento da capacidade do
mestre, por que o mantem identificado com a consciência utilitária, que o levam
à prática que produzem sempre atritos. A redenção desse esquema de quadratura
deve ser realizada para que se possa atingir vivências superiores. Isto é revelada
pela posição da sexta casa, a última do hemisfério inferior, a transição, a
modulação para o hemisfério superior. A sexta casa sucede à quinta., que é a
casa do Poder-Amor. Quando a consciência de trabalho por dinheiro é transmutada
em criatividade por amor, e expressa SERVIÇO em prol do melhoramento da vida de
todos, obtemos a redenção da sexta casa. É quando Maria, o lado feminino dentro
de nós, inclina-se ante o EU Superior e diz: “Eis tua Serva, faça-se em mim
segundo a Vontade do Pai, para redenção da raça humana”.
Por meio de experiências de Serviço-Amor, ganhamos
compreensão de nosso objetivo como educadores, acrescentando vida aos livros,
que por si só como principais instrumentos de instrução, são como conchas
vazias. O verdadeiro Mestre é o que irradia essa compreensão, o que comunica nas
palavras o ALGO que torna claro um ensinamento.
Agora completemos nosso desenho, adicionando o
símbolo de Pisces na cúspide da décima segunda casa e em seu centro o símbolo
de Netuno. Formamos, assim, a cruz dos signos comuns.
Através do primeiro braço (Gêmini) temos Mercúrio,
simbolizando aquele que ensina (o professor). Sua exalação ou oposto é Júpiter,
como abstração da nona casa. Mercúrio também está presente em Virgo,
simbolizando aí a aplicação da experiência-serviço. A exalação da sexta casa é
Netuno (e também Júpiter, outra vez, como regentes da décima segunda casa
(reflexo imediato da sexta casa, forma de Consequência das causas geradas no
serviço).
Considerando mais concretamente o assunto,
apontemos alguns dos problemas que, cedo ou tarde, aparecem aos que sentem
impulso de ensinar. Se ensinar é exprimir sabedoria seu objetivo deve ser o de
iluminar. Ora, todo aquele que sente o impulso de iluminar e elevar os demais
deve aceitar, de princípio, o desafio dos estados de consciência tenebrosa
representados pela cristalização mental, pelo formalismo rígido de opiniões e
atitudes, pelos preconceitos, pela estagnação mental, pelo tradicionalismo, e
outros aspectos do hemisfério inferior, que, dentro de sí, como vozes do
passado e influência do ambiente, podem formar a base perigosa da indiferença
para com as necessidades impessoais ou espirituais dos estudantes. Tais provas
constituem um aspecto de experiência pela qual o mestre deve passar, a fim de
consolidar sua coragem, integridade e amor.
O impulso para desempenhar um serviço impessoal é
sempre, mais tarde ou mais cedo, reptado por fatores econômicos. Encontrar o equilíbrio entre servir desinteressadamente e ter os recursos suficientes para
viver, é uma prova das mais significativas na evolução de todo aquele que
espiritualmente aspira atingir um nível mais elevado de serviço. (Continuará)
(*) Sobre Elman Bacher (aqui)
traduzido de Estudos de
Astrologia, Elman Bacher pela Fraternidade Rosacruz
Sede Central do Brasil e
publicado na revista Serviço Rosacruz, janeiro, 1978
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