28/06/2020
06/01/2020
A RÉGUA, O CHIPS E A ASTROLOGIA (As Lunações de 2.020)
por Jonas Taucci
Visitando uma importante
livraria da cidade de São Paulo com um casal de amigos, nos deparamos com os
livros de astrologia: Em destaque havia uma obra (renomado autor) onde certo
Tema Natal (horóscopo) servia como capa. Disse a esta amiga, que este horóscopo
referia-se a uma pessoa nascida em janeiro ou fevereiro: uma aquariana.
Lhe falei também que nasceu perto do meio dia, e que este nascimento se deu
próximo de uma Lunação (Lua Nova).
Minha amiga elogiou meus
conhecimentos de astrologia, afirmando ter eu dito estes dados, sem conhecer a
data, local e horário do nascimento da pessoa.
De pronto a interrompi:
- Respeitosamente, alguém
com mínimos conhecimentos astrológicos, ao ver a posição do Sol nos signos,
sabe qual signo solar esta pessoa pertence. Sabe também que o Sol próximo do
meio céu (cúspide da 10ª Casa), determina esta pessoa ter nascido perto
do meio dia, e a proximidade entre o Sol e Lua caracteriza uma conjunção entre
ambos, resultando assim numa Lua Nova.
Não há nada –
absolutamente - de extraordinário nisso, completei.
Recordo que as palestras
na Fraternidade Rosacruz, a décadas passadas, eram ilustradas com uma lousa; ao
giz era amarrado uma linha, para desenhar um círculo (muitas vezes quase
perfeito!). Com uma régua de madeira, construía-se as casas zodiacais. Após isso, os signos eram desenhados nas
cúspides, e nas casas – também com giz – inseriam-se os planetas.
Hoje, em nossos aparelhos
celulares, temos APPs (aplicativos) onde podemos calcular, com precisão
beirando a perfeição, horóscopos de uma pessoa nascida em qualquer localidade
do planeta, em poucos segundos. Existem ainda recursos para editarmos sua
interpretação e inúmeros dados, sob a ótica rosacruz deste Tema Natal.
Progressões, trânsitos,
lunações, graus críticos, domicílio, exilio, exaltação e queda etc. todas estas
informações estão disponíveis - a quem desejar – em nossos
aparelhos celulares.
Mas, para termos uma vaga
ideia de quão primitivo ainda estão os referidos e atuais avanços, uma Lição
Mensal de Filosofia (Sede Mundial, Oceanside, início dos anos 60), dizia que
Cristo (o mais alto iniciado do Período Solar) localizava no Corpo Vital dos
enfermos, suas configurações astrológicas conflitantes e emitia o respectivo “tom”
para a cura da lepra, cegueira, fluxo sanguíneo irregular e toda e qualquer
enfermidade física, mental, emocional etc. das pessoas.
Esta Lição informava
também, que nos trabalhos de cura realizados pelos Auxiliares Invisíveis à
noite, o mesmo princípio é adotado.
Em nossos atuais dias,
necessitamos de meios físicos – ainda que nos modernos APPS de
nossos celulares – para o simples levantamento e interpretação de um
horóscopo...
Contudo, não nos (auto)
enganemos; de nada vale nosso conhecimento astrológico se não o utilizarmos
para os colocar à serviço (gratuito e amoroso) dos desassistidos; JAMAIS seremos
um Auxiliar Invisível.
Em não dando atenção aos
enfermos fisicamente, é absolutamente impossível mudarmos de postura à noite.
A Terra não necessita de
pessoas “bem-sucedidas” em termos acadêmicos, profissionais,
palestrantes, escritores esotéricos, astrólogos. etc. mais do que pessoas voltadas a visitarem
e auxiliarem enfermos, compartilhar o alimento, doar agasalhos e medicamentos,
perdoar, enfim, praticarem o Evangelho do Cristo.
Abaixo, as lunações (Lua Nova) que
ocorrerão em 2.020.
Consulte seu Tema Natal
(horóscopo); veja em que Casa ocorrem estas Lunações - há uma tendência desta
Casa Zodiacal ser ativada.
Veja também se esta
Lunação faz aspectos (conjunções, sextis, quadraturas, trígonos ou
oposições) com algum planeta radical, Meio Céu, Cabeça/Cauda do Dragão, Roda da
Fortuna ou Ascendente.
Max Heindel e Augusta
Foss de Heindel em “Astrodiagnose – Um Guia de Saúde”,
capítulo XI, ressalta a importância destas lunações no horóscopo nº 01.
Indico sua leitura.
Também no
informativo ECOS de Oceanside (novembro/dezembro de
2003), a Secretária Esotérica nos fala a importância de estudarmos – e aplicarmos/assimilarmos –
estas Lunações mensais.
Os horários são de
Brasília, não havendo mais o Horário Brasileiro de Verão e estas datas não
estão relacionadas com as do oficiamento do Ritual de Lua Nova, pelos
probacionistas ativos da Fraternidade Rosacruz.
Haverá em 2.020 duas
Lunações no signo de Câncer e nenhuma em Capricórnio.
Esta será a coreografia
da LUA NOVA para este ano que se inicia...
01/11/2019
O DIA DE FINADOS, O SIGNO DE ESCORPIÃO, A 8ª CASA ZODIACAL E O PLANETA PLUTÃO
"A Morte de um Velho e Bom Homem" é uma das gravuras de William Blake para o poema
"O Túmulo" de autoria de Robert Blair , publicado pela primeira vez em 1743
por Jonas Taucci
O início à observação aos
mortos, e orarmos por eles, perde-se na noite dos tempos.
Pinturas rupestres de
milênios antes de Cristo, retratam que nossos ancestrais prestavam homenagens
aos mortos, havendo continuidade nas culturas egípcia, grega e romana etc.
anteriores à Cristo.
Por volta do ano 998 DC,
Odílio (ou Odilon) de Cluny, um monge francês beneditino, orientou os membros
de sua abadia a orar pelos mortos todos os dias 02 de novembro de cada ano, e
aproximadamente no ano de 1.250, esta data popularizou-se por todo o mundo
cristão (em 1.582, a atualização do calendário juliano em gregoriano ratificou
esta data).
Em sua vastíssima obra “Estudos
de Astrologia”, Elmam Bacher nos informa que certas datas comemorativas –
ainda que inconscientemente para a maioria da humanidade – nos impelem a
profundas verdades cósmicas sobre nossa peregrinação na Terra.
O dia de Finados é uma
delas.
O Sr. Bacher associa esta data à tríade:
*** A 8ª casa zodiacal
*** O planeta Plutão
*** O signo de Escorpião
Sendo muito interessante
notar que todo dia 02 de novembro, Dia de Finados, o Sol encontra-se
transitando por este signo zodiacal; a determinação desta data -nos primórdios
do cristianismo - não foi aleatória, mas obedeceu a padrões astrológicos sem
dúvida alguma, haja visto a relação da referida tríade com os seguintes
atributos (A Mensagem das Estrelas de Max Heindel e Augusta Foss de
Heindel):
- Transformação e
transmutação, degeneração e regeneração, morte e renascimento.
Não vamos entender aqui,
“morte” apenas como o aniquilamento de nosso Corpo Denso, mas sim
(e principalmente) o fim de determinados (e nocivos) estilos de vida que temos,
transmutados em outros mais elevados.
O Hino Rosacruz de
Abertura, nos dá um maravilhoso subsídio sobre isso (O bem sublimará o mal). (1)
Por estes dias, em que o
Sol transita pelo signo de Escorpião, façamos uma reflexão sobre a 8ª casa
zodiacal de nosso horoscopo. Meditemos sobre os possíveis planetas que lá
encontram-se e seus aspectos, também sobre o signo que ocupa sua cúspide, e
finalmente onde Plutão localiza-se em nosso Tema Natal (signo e casa), com seus
aspectos.
Iniciemos – assim - a cristificação
de nossos pensamentos, palavras e ações.
A astrologia, sem a sua
praticidade, resulta numa enorme perda de tempo.
(1) Nota da Edição: "O bem sublimará o mal" é o último verso do Hino Rosacruz de Abertura. Veja e ouça o Hino completo aqui
09/06/2019
A CASA III E O TERCEIRO MANDAMENTO
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| Imagem da revista Rays from the Rose Cross,out. 1988 editada por Rosacruz e Devoção |
“Não pronunciarás o
nome do teu Deus em vão”.
Neste fabuloso mandamento encontramos a oportuna
advertência sobre o correto e sagrado emprego da faculdade da linguagem. A
terceira casa do horóscopo (assim como o signo correspondente Gêmeos),
determinam nossas habilidades no âmbito da aprendizagem e da comunicação. É um
setor fortemente influenciado pelo planeta Mercúrio (Hermes, na Grécia).
Na Mitologia encontramos narrativas curiosas sobre
essa sagaz e buliçosa divindade: diz-se que manejava a retórica com incrível
malabarismo, declinando, em inúmeros episódios, na falsidade, na demagogia, na
dissimulação e até no furto. Verifica-se, portanto, uma tendência quase
irresistível à profanação do Verbo Criador. Donde a necessidade de
permanecermos atentos à ética e à reverência pelo que é celestial. Logo,
devemos exercitar as seguintes proposições:
1.
O discernimento no
uso da linguagem
2.
Evitar o
desperdício de energia com tolices e frivolidades
3.
Alimentar o
intelecto com as Sagradas Escrituras, pois estas estabilizam e orientam nossas
funções mentais; harmonizam as vibrações planetárias da Lua, Mercúrio e Netuno.
4.
Lembrar que a
Palavra é Santa, sua vibração vem carregada de vigor e poder. Está intimamente
associada à Rosa Branca do símbolo Rosacruz (a força criadora direcionada pela
laringe).
5.
Refletir sobre mitos,
símbolos, parábolas e alegorias, pois estes falam diretamente à consciência; estabelecem elos arqueológicos com as verdades mais intimas da alma humana
(vale lembrar o valor da astrologia como ciência capaz de reunir arte, ciência
e religião).
6.
A matemática e a
música como linguagem espirituais são reveladoras das chaves do universo e da
harmonia entre as criaturas. Cultivemo-las.
7.
Manter a substância
mental em receptiva plasticidade, em estado fluídico de adaptabilidade que realça
a predisposição para aprender continuamente, evitando o endurecimento de
conceitos e juízos.
“A iniquidade não reside naquilo que entra pela
boca do homem, mas naquilo que dela sai”.
“Bem aventurados os humildes”.
Publicado no ECOS, março de 2004 da Fraternidade Rosacruz
Sede Central do Brasil
10/03/2019
ASTROLOGIA E PODER
extraído de PODER ESPIRITUAL VERSUS PODER TEMPORAL por Eduardo Aroso.
Baixe aqui o PDF da obra completa
Parece ser interessante olharmos também o assunto
na vertente astrológica. A irradiação do poder de um centro para a periferia,
de um ser para benefício de outros (pois exercer o poder é sempre a
oportunidade para expansão de consciência de quem o exerce) está nos signos
opostos (melhor será dizer complementares) Leão e Aquário. O primeiro,
atribuído tradicionalmente à realeza, significa o poder concentrado, daí o
egoísmo ou o despotismo que pode provocar quando se responde negativa e
maioritariamente à natureza leonina. O signo complementar, Aquário, significa a
partilha do poder com outros e para outros, característico das democracias, um
repto ao altruísmo de Urano e à seriedade de Saturno regentes deste signo.
Mas a situação uraniana e aquariana de poder pode
ser difusa, excêntrica e mesmo caótica (Urano seu regente, no pior), perdida a
consciência central solar, daí Aquário ser regido também por Saturno, o
estruturador com realismo. Quando o lado pior de Aquário surge, requer-se uma
âncora e voltamos a Leão, à consciência de que há um centro, seja apenas (e já
bastante) o empenho do governante para com o povo, seja por aquele que governa
já com a consciência espiritual ancorada num centro mais amplo, solar, ou
divino. Pode ser um mestre, um avatar. Esta oscilação do sentido de poder
verificou-se com nitidez há pouco mais de dois séculos quando se passou
bruscamente do «L’ État c’est moi» (Luis XIV) a «Liberté, Égalité, Fraternité»,
ou seja, simbolicamente, de Leão para Aquário, ou melhor, do lado negativo do
Sol (autocrático) para a liberdade de Urano, mas também para as excentricidades
e libertinagens, tudo consequências do trânsito humano. Não foi por acaso que a
descoberta do planeta Urano (1781) coincidiu, sensivelmente, com a Revolução
Francesa (1789).
A oscilação e tentação destas duas tendências
opostas de exercer o poder (monarquia/democracia) ilustra o significado do
aspecto de oposição em astrologia, neste caso de Leão-Aquário. As forças de um
e outro lado devem equilibrar-se, devem “beber” do melhor que há em cada lado.
É importante meditarmos no seguinte: na próxima Era de Aquário o signo oposto
está necessariamente incluído, pois que para que Aquário expresse o seu melhor,
terá que ter também o amor irradiante de Leão.
Aproveitando o ensejo, pode-se ainda perguntar como
podemos fazer uma leitura da potencialidade do poder de uma pessoa através do
seu horóscopo. O assunto não é fácil, sobretudo quando se trata de indagar o
poder espiritual mais do que qualquer outro. Contudo, há linhas de orientação
que podem dar algumas pistas sendo necessário ter em conta como se reage às
vibrações planetárias, se respondemos mais ou menos positivamente aos signos e
planetas. A experiência astrológica tem demonstrado que um stellium (junção de
3 ou mais planetas) elevados, junto ao Meio-do-Céu, e estando também o
ascendente num signo fixo (de preferência Leão) pode conferir capacidades de
comando e visibilidade. Também Sagitário e o seu regente Júpiter (símbolos
portadores de Luz).
Charles E. O. Carter na sua Enciclopédia de
Astrologia Psicológica, refere-se - e em resumo - aos poderes criativos como
resultantes do raio solar e da 5ª casa e o signo que está na sua cúspide;
quanto aos poderes curativos, diz que os indicadores são de natureza variada,
mas normalmente as pessoas têm os ascendentes em signos fixo se Mercúrio em
aspecto forte com Urano e Neptuno; quanto aos poderes mágicos (querendo dizer
os de clarividência, proféticos e outros) dá as ligações de Marte com Neptuno
como frequente e a 6ª e 12ª casas que são as do cerimonial, mas aponta como
forte alguma ligação que implique Vénus, Marte, Lua e Plutão. Em suma, podemos
dizer que aspectos que envolvam planetas transpessoais (Urano, Neptuno e
Plutão) em ligações com outros podem ser indicadores de poderes espirituais
latentes ou já manifestos.
Que sentido espiritual faz toda esta ideia de
exercer o chamado «estado de excepção»? É evidente que esta situação não usual
de exercer o poder coloca logo o livre-arbítrio ou o aspecto mais profundo da
vontade. Quem tem que decidir assim, estando temporariamente acima, não obedece
a regras jurídicas por deficiência destas, mas apenas à consciência de soberano
e ao seu livre-arbítrio. Os mestres espirituais, no nosso caso os Irmãos
Maiores da Rosacruz, quanto à sua relação com os discípulos, não parece que
exerçam essa peculiar forma de poder, pois conhecem e vivem de acordo com as
leis divinas que não são as leis humanas. Eles não obrigam ninguém, agindo
apenas como conselheiros e amigos na hora certa. Se o fazem como «estado se
excepção» será numa dimensão mais elevada, noutros assuntos que não nos dizem
respeito, pois conforme disse Max Heindel, também eles cometem erros no seu
labor, todavia muito acima do nosso viver, enganos que não podemos compreender.
Em oitavas superiores, num plano ainda mais elevado, como é dito no Serviço
Devocional, os Anjos do Destino estão acima de todos os erros que a humanidade
possa cometer.
02/01/2019
Sobre as Bodas Nupciais entre Sol e Lua
Assim era a denominação – o casamento entre o sol e a lua - que a
probacionista Ana Rondini Tempera(*) referia-se à conjunção – mensal - do Sol com
a Lua. E sempre acrescentava:
- Somos convidados, mensalmente, a este casamento; o convite nos chega
através dos signos e casas de nosso Tema Natal, onde localiza-se esta
conjunção.
Por longos anos tivemos interessantes conversas sobre astrologia – que
ela tanto amava – e me dizia sempre ser esta uma das melhores definições destes
sagrados ensinamentos:
O HOMEM É ELE E SUAS CIRCUNSTÂNCIAS (José Ortega y Gasset – 1883/1955),
filosofo, jornalista e escritor espanhol).
Foi uma irmã que nos exortava a vivenciarmos a astrologia - e não apenas
a conhece-la - na forma de transmutarmos nossas (determinadas) conjunções,
quadraturas e oposições em (outras determinadas) conjunções), sextis e
trígonos;
- Nossos pensamentos, palavras e ações, constituem-se na única forma de
trabalharmos nesta obra alquímica.
Para dimensionar a importância deste evento astrológico, a conjunção
entre Sol e Lua, Max Heindel (Iniciação Antiga e Moderna – capítulo VI – a Lua
Nova e a Iniciação), nos fala que, na noite mais longa e escura do mês (a noite
da Lua Nova) dá-se o nascimento do Auxiliar Invisível.
Também por anos o Departamento Esotérico da
The Rosicrucian Fellowship, nos orientou a acompanharmos este evento
astrológico. Evidente que o horóscopo não deve possuir uma conclusiva apenas
por um aspecto, mas esta conjunção mensal entre Sol e Lua (a casa onde ocorre e
os aspectos com planetas radicais), devem ser (também) levados em consideração,
por possuir a característica da individuação: a conjunção Sol/Lua é a mesma,
mas irá localizar-se em casas diferentes entre as pessoas, assim como os
possíveis aspectos que realizam com os planetas radicais, ascendente e meio do
céu.
ABAIXO, AS CONJUNÇÕES ENTRE SOL E LUA PARA O ANO DE 2019
Consulte seu Tema Natal (horóscopo) mensalmente; veja em que Casa ocorrem
estas lunações - há uma tendência desta Casa Zodiacal e a tudo o que ela se
relaciona, ser ativada até a próxima lunação. Observe também se esta lunação
faz aspectos (conjunções, sêxtis, quadraturas, trígonos ou oposições) com algum
planeta radical, Meio Céu, Cabeça / Cauda do Dragão, Roda da Fortuna ou
Ascendente. Existem APPs (aplicativos) que fornecem estes dados conforme o
horoscopo individual da pessoa.
INFORMAÇÕES IMPORTANTES:
1. Considerou-se o Horário de
Brasília e desconsiderou-se o Horário Brasileiro de Verão.
2. As datas acima não estão relacionadas com as fornecidas anualmente
pela nossa Sede Mundial (Oceanside), para o oficiamento do Ritual Rosacruz de
Lua Nova para probacionistas ativos, devido aos diversos fusos horários
existentes no mundo.
3. Cabe aqui uma profunda meditação (e vivência) sobre os dizeres "O amor
na prática astrológica”.
(*) Ana Rondini Tempera e seu esposo - Armando Tempera - vieram da Itália
para o Brasil na década de 50, fixando-se na cidade paulista de São Caetano do
Sul, onde alcançaram o grau de probacionistas. Em 1.955, participaram da
fundação dos Centros Rosacruzes de Santo André (maio) e de São Paulo
(setembro).
Jamais perderam o sotaque das terras de Dante Aliguieri... jamais
deixaram de colaborar com a Fraternidade Rosacruz.
Contribuíram – muito – na parte financeira, arcando com várias despesas
para a manutenção destes Centros. Ana Rondini Tempera oficiava Rituais Rosacruzes
com uma característica vocal impressionante; como se os dizeres do referido
Ritual tivessem forma e vida. Sempre enalteceu o trabalho de Max Heindel, como
fiel mensageiros dos Irmãos Maiores da Ordem Rosacruz, na divulgação destes
Ensinamentos.
Durante décadas, nas datas de aniversário (23
de julho) e falecimento (06 de janeiro) do Sr. Heindel, esta irmã sempre lhe
prestou homenagens, sendo oportuno lembrarmos que neste janeiro de 2.019
acontece o centenário de falecimento do fundador da Fraternidade Rosacruz.
25/11/2018
As Casas Sem Planetas ( uma pergunta - uma resposta)
Perg.: (1) No mapa
astral de um sujeito, neste caso é criança ainda, a ausência de elementos na
12- casa poderá querer dizer que não há uma lição “kármica” a ser retirada
neste âmbito, ou que não há dividas anteriores no que a isto se refere?. E se
assim for,(2) poderá ser porque já teria “saldado estas 'dividas” ou porque
ainda não as teria feito simplesmente?. Outra dúvida que eu tenho, (3) sempre
que não há elementos nas casas zodiacais, isso pode ser por estarem essas
'lições' aprendidas, ou pode ser indicação de que ainda não houve tempo (vidas)
para 'contrair' dividas que se relacionem com essas mesmas casas?
Resp.(1):Sempre e sempre, repetimos, as Divinas Hierarquias
planetárias e zodiacais, estão - através de nosso tema natal - nos
enviando suas bênçãos.
A ausência de planetas nas casas (seja a 12 ou
qualquer outra) não significa, de modo algum, que não existam ensinamentos a
serem assimilados nessas casas. O mesmo valendo para bênçãos a serem colhidas.
Em uma interpretação das casas onde não há planetas
devemos observar:
1.
Qual o signo que
ocupa a cúspide da casa que queremos analisar (cúspide = primeiros graus de uma
casa)
2.
Qual é o planeta
que rege o signo encontrado nessa cúspide.
3.
Em seguida: onde é
que este planeta se encontra (signo e casa).
4.
Depois considere
todos os aspectos que este planeta possui.
Veja o exemplo abaixo que é do livro Mensagem das
Estrelas e que coincidentemente possui a casa 12 sem planetas. Aliás, possui
várias casas sem planetas. Mas tomemos a própria casa 12 como exemplo:
Não há planetas na
casa 12.
Na cúspide da casa
12 encontramos o signo de Escorpião (7º grau de Escorpião).Isto já nos diz que
o nativo deste horóscopo tem sua casa 12 com a influência da natureza escorpiana.
O regente de
Escorpião (Marte) está na casa 9 e no signo de Leão. Então todas essas
influências também deverão ser consideradas para a casa 12 da pessoa com este
horóscopo. E mais ainda os aspectos que Marte porventura estiver fazendo.
NOTA: Como este horóscopo é anterior a descoberta de
Plutão (co-regente de Escorpião), Plutão aqui não aparece, se aparecesse também
deveria ser analisado e considerado.
A princípio ainda não tendo vivência dos
ensinamentos astrológicos, essa análise é um pouco complicada, mas com a
prática torna-se algo fantástico.
Resp. (2 e 3): Pelo exposto acima você certamente concluiu que
não é assim.
Além disso, não pensemos apenas em dívidas ou
“Karma” (que Max Heindel chama de destino
maduro). Como estamos em uma ESCOLA estamos constantemente aprendendo.
Há também as bênçãos recebidas por nossos atos de
bondade e pelo que fizemos a favor das Leis da Evolução. E, tudo isto está marcado em um horóscopo. A
cada nova lição novos erros e acertos até que nos aperfeiçoemos por fim nos
doze departamentos da vida.
Estamos longe da perfeição. Contraímos mais dívidas
do que créditos em praticamente todas as casas, nas inúmeras vidas que já
tivemos, mas, procuremos sempre examinar um horóscopo focalizando nas
oportunidades de aprendizado que nos dão as Divinas Hierarquias Zodiacais.
Como atualmente é comum as pessoas terem acesso
fácil ao seu mapa devido a tantos programas na internet, sugerimos a
interpretação do mapa com o acompanhamento do livro Mensagem das Estrelas que
possui o devido respaldo espiritual que procuramos.
Que as Rosas floresçam em vossa cruz
MENSAGEM DAS
ESTRELAS – espanhol
MENSAGEM DAS
ESTRELAS
19/08/2018
Astrologia e Ensino (parte 2)
por Elman Bacher
Considerando ainda, o desenho em cruz, formado
pelos signos comuns, vemos que os aspectos de oposição têm suas raízes no
hemisfério inferior com Mercúrio em Gêmini e Mercúrio em Virgo. Um Mercúrio
degenerado comprometido pela consciência de níveis inferiores de
"praticabilidade", "conveniência pessoal", "fidelidade
à letra" e "avaliação superficial" deve elevar-se às
"copas", às ramagens dos extremos superiores, a fim de frutificar impessoalmente
e desfazer destinos. A "praticabilidade", a "conveniência
pessoal", a "fidelidade à letra", e "avaliação
superficial" são frases-chave pertencentes àqueles níveis de consciência
ainda carentes de impessoalidade. É o
caso de pessoas que na profissão de professor, exprimem Mercúrio irregenerado;
que se apoiam no interesse próprio e atendem ao "que melhor paga",
"ao cargo que mais prestígio proporciona" ao "que lhe dá mais
erudição", ao que o leva "à mais breve aposentadoria", à "maior
pensão", aos "ambientes agradáveis" e outras motivações
semelhantes, acima de quaisquer outras de sua tarefa de educador. Tais
motivações ocorrem a indivíduos que passam ainda por primitivos níveis de
consciência educativa, que devem ser regenerados pelos padrões de SERVIÇO-AMOR.
Até que este ponto não seja atingido, o verdadeiro professor não pode surgir.
Isto se aplica aos expositores de nossa fraternidade.
Astrologicamente, tudo o que foi anteriormente dito
neste artigo, pode ser assim expresso: "até que o interesse próprio não
tenha transcendido o ciclo inicial Mercúrio-Gêmini não encontra seu cumprimento
espiritualizante em Netuno-Piscis, através de Júpiter-Sagitário.
Uma vez que Júpiter, como símbolo do mestre, é
encontrado no hemisfério superior do círculo, chegamos à conclusão de que os
fatores íntimos, as determinantes altruístas egóicas, são as que, acima dos
fatores externos, identificam e motivam o verdadeiro expositor. Os problemas
que ele mais focaliza são os da alma. Ele sente veemente desejo de incutir-nos
outros, de levá-los a transcender o que podemos designar "qualidades
negativas de Júpiter", por exemplo: orgulho intelectual, que leva o
professor a fixar-se em níveis egoístas, motivado pelo sentimento de sentir-se
superior aos que ensina.
Todo aquele que sinceramente luta para superar essa
tendência, encontrará ajuda na compreensão de que jamais poderá ele ser
repositório de todo o conhecimento, de todos os aspectos do que particularmente
ensina. Ao contrário, ele é como um irmão mais velho daqueles a quem ensina e
somente na matéria que ensina. Deve reconhecer que apenas é um motivador, um
que procura suscitar o desenvolvimento de seus pupilos, servindo de "ponto
modulante", de transição dos níveis de inocência em que estão, para os
níveis em que se encontra o expositor. Nunca deve olvidar os tropeços que ele
próprio encontrou no caminho desse aprendizado, que é uma parte da experiência
que comunica.
Em outras palavras, o professor deve manter, em
relação à tarefa de ensinar, uma atitude fluídica, comunicativa, expansiva,
dinâmica, amorosa, serviçal, buscando sempre melhorar e ampliar seus
conhecimentos, numa constante renovação de experiências e aprimoramento, seu e
de seus pupilos. Desse modo ele vive e expressa as palavras-chave de Júpiter
regenerado, neutralizantes e preventivas da cristalização que lhe poderia provocar
o orgulho.
Outra expressão de Júpiter irregenerado, de vaidade
e mesquinhez, é o desejo de reconhecimento e de elogios. Nesse nível, o
professor procura continuamente sobressair se entre os colegas para compensar a
inveja que deles tenha. Recebe com prazer a adulação dos alunos e este logo se
apercebem de seu ponto fraco, perdendo-lhe o respeito natural. Fala sempre de
seu trabalho para assegurar-se da boa opinião dos outros. O centro desta falha
reside no desejo de fazer figura, de levar muito em conta a opinião dos outros
a seu respeito. Ora, tal ponto de vista leva em si mesma a semente de desintegração
da faculdade educativa, de vez que, a preocupação de concentrar em si mesmo os
méritos do trabalho, entrava, prejudica o fluxo de iluminação, de amor, que
deveria ser vertido para fora e para os demais. O propósito da tarefa educativa
não deve ser o autoengrandecimento senão a iluminação da consciência dos
alunos. O professor que conserva sua integridade como trabalhador consciente e
amoroso, é o que pode ser chamado “um mestre hígido e humilde”, porque respeita
e ama seu trabalho, cultiva sua habilidade para que sua tarefa cresça em proficiência,
é grato a todas as sugestões e acolhe-as de boa vontade, tirando-lhes o proveito
que podem dar. Sua atitude para com seus colegas é de sincera apreciação ao
trabalho incentivo aos esforços honestos e não o de competição, porque sabe que
cada um, segundo sua idiossincrasia, tem seu modo de receber as coisas e uma
contribuição original a fazer. Ajuda sempre que pode e está sempre disposto a
aprender dos demais. Em outras palavras, ele utiliza a palavra-chave jupteriana:
"melhoramento” e mantém, da mesma, a motivação espiritual e regenerada.
O verdadeiro mestre jamais exerce poder sobre seus
pupilos nem lhes limita a justa liberdade. Em verdade os alunos são suscetíveis
de influência por parte do professor, mas este deve estar alerta para essa
grande responsabilidade, de modo que seu exemplo, seu modo de pensar, de agir,
seus conceitos todos possam exprimir o melhor que ele tem e que ele desejaria a
seus alunos. Se a motivação da atividade do professor é amorosa, ele encontra
felicidade no progresso dos alunos. Com alegria acompanha o desabrochar das faculdades
deles e seu emergir de um nível inferior a um nível superior de consciência.
Seu. Impulso é sempre o de ajudá-los a crescer por dentro e de superar-se, e
não o de sujeitá-los, limitá-los meramente a seus próprios conceitos. O
resultado que ele pode obter, como mestre, é o de erguer seus pupilos da
condição em que se encontram, de modo que possam superá-lo e se tornarem
instrumentos de realização de um ainda mais construtivo trabalho futuro, como
seus sucessores. Deve despertar-lhes a devoção pelo serviço a humanidade, de
modo que pelo convívio cheguem a nutrir essa vivência comum e acender no altar interno os sírios de seus
altruísticos propósitos
O símbolo do caminho do mestre, em sua mais sutil
forma, espiritualizada, encontra- se no quarto quadrante da cruz de signos
comuns: (10ª, 11ª e 12ª casas, Capricórnio, Aquário e Peixes), isto é, o
roteiro que vai de Júpiter na nona casa, até Netuno na décima segunda. Em esfera mais ampla, esse é
também, o padrão de experiência do Irmão Maior - o iluminador de Almas, a
radiação da Sabedoria, da Filosofia, das Artes; é o universal concentrado num
trabalho redentor. Em tal campo de cultivo das faculdades intelectivas, o aluno
deve ser compreendido pelo mestre e por este ajudado a transcender seus
limites, alargando-os constantemente. O professor deve levar o aluno a
identificar-se com seus princípios vitais, com seus valores espirituais e
aspirações e não com seus desejos e ambições e o mais eficaz meio de consegui-lo
é galvanizar-lhe o interesse por esse lado superior, através do contato com a
iluminada inteligência e espiritualizada consciência que lhe revele como mestre
ideal.
Mais um desenho: Áries
na cúspide da primeira casa, Léo na cúspide da quinta casa Sagitário na cúspide
da nona casa. Marte na primeira casa, Sol na quinta casa, Júpiter na nona casa.
Temos aí a Trindade dos signos
de fogo. Marte diz: "EU SOU" (manifestação do UM). O Sol diz: “EU SOU
o poder radiante do amor”. Júpiter diz: "EU SOU a radiação da sabedoria".
Esse desenho triangular figura a consciência
dinâmica, Júpiter, na qualidade de Mestre simboliza aqui a paternidade
espiritual: o pai a guiar o desenvolvimento e a iluminação do conhecimento evoluinte
de suas “crianças”. Em termos humanos, Júpiter é aqui visto representar as responsabilidades
espirituais da paternidade, a responsabilidade de todos os pais no provimento
espiritual e dos meios físicos daqueles que, por seu intermédio, reencarnaram.
Em níveis impessoais, Júpiter revela uma equivalente
paternidade espiritual, de todos os mestres em relação a seus alunos, que, em níveis
mentais ou na matéria particular que ensina são ainda como crianças. Os pais
podem ser os mestres, mas todo verdadeiro mestre comunica a seus pupilos sua
radiação de Poder-Amor, que torna mais completo o cumprimento de seu
SERVIÇO-ENSINAMENTO porque funde o coração e a mente numa equilibrada formação.
Traduzido de Estudos de
Astrologia, (O Astrólogo debate o Ensino), Elman Bacher pela
Fraternidade Rosacruz Sede
Central do Brasil e publicado na revista Serviço Rosacruz, janeiro, 1978
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